Salar de Uyuni e um coração feliz

20.6.15


Bolívia, obrigada.

Obrigada por me permitir visitar lugares tão intocados. Por experimentar um tipo de encantamento raro de se encontrar hoje em dia. Por presenciar os milagres de Deus. Eu nunca vou esquecer nosso tempo juntos. Ainda hoje, só de olhar as fotos, consigo sentir a mágica e pureza das suas paisagens. Consigo reviver os momentos felizes vividos. E até sinto meus olhos se encherem de lágrimas. Felicidade em estado bruto. Você me tocou de um jeito que não achei que fosse possível.

Digam o que quiserem. Reclamem das acomodações e da falta de banheiros. Queixem-se de que da ducha não sai água e, quando sai, é fria. Encham a boca para falar mal dos motoristas, dos carros, do povo caladão. Eu voltaria para visitá-la mil vezes.


Tendo dito isso, vamos à viagem!

Eu tinha um sonho, que nutria há anos, de visitar o Salar de Uyuni. A maior planície de sal aqui, do meu lado, e eu dando mole? Demorei até planejar a viagem, conseguir férias, companhia...

Estava decidida a ir para La Paz, rever essa cidade que tanto me fascina, e de lá seguir para o Salar, mas a passagem estava absurda de tão cara. Então, comecei a pesquisar alternativas. E foi quando vi que muita gente vai para San Pedro de Atacama, no Chile, e de lá segue para a Bolívia.

E foi o que fiz. Não só realizei meu sonho, como, de quebra, conheci outro lugar mágico. Se quiser dicas de San Pedro e do Deserto de Atacama, clique aqui.

A parte mais difícil da viagem ao Salar é escolher a empresa de turismo que vai te levar pra lá. Se ela for boa, tudo fica mais fácil. Só que aquelas consideradas ótimas são caríssimas. Pelo menos cinco vezes mais caras do que paguei - e não estava disposta a gastar tanto. Parecia-me absurdo viajar com luxo para um lugar que é famoso pela sua simplicidade.

Então, li blogs e mais blogs e cheguei à conclusão de que faria a viagem com a Cordillera Traveller. Eles não são 100%, mas foi o melhor que conseguimos, dentro do razoável. E são a empresa mais bem avaliada pelos turistas brasileiros.

O tour escolhido foi o de 4 dias e 3 noites. Malas feitas, hora de partir.

No primeiro dia, depois de passar pela imigração do Chile e da Bolívia, começamos os passeios.


Visitamos a Laguna Verde e a Laguna Blanca, aos pés do vulcão Licancabur.



Passamos pelo Deserto de Dalí, as piscinas de águas termais, os gêiseres Sol de Mañana (fontes intermitentes de água que brotam do chão a 90oC).


Para fechar o dia, a Laguna Colorada, principal local onde mais de 30 mil flamencos de três diferentes espécies fazem seus ninhos. Eu não queria ir embora de lá. Nunca mais. Uma paz, uma felicidade simples, sensação de que somos muito mais abençoados do que imaginamos.



Hora de descansar. O local onde passamos a noite era bem melhor do que eu imaginava (levando em consideração o que outros blogueiros falaram de lá, imaginava uma pocilga. Longe disso).


Dia 2. A primeira parada foi o deserto de Siloli, onde fica um conjunto de formações rochosas, resultado da erosão eólica.


Depois, visitamos mais lagoas: Laguna Honda, Chiarcota e Cañapa.



Dia 3, grande dia. Dia do esperado Salar. Antes de chegar lá, no local em que paramos para fazer fotos, quando o queixo acerta o chão, passamos por um lugar mágico, cheio de cactos, que fizeram meu coração dar pulos de felicidade: Isla Inca Huasi ou Isla Pescado, no centro do Salar, com uma formação de rochas calcárias com restos de corais e conchas marinhas.



Para mais dicas do Salar, consulte os excelentes posts do Um Viajante.

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