Labneh com pistache


Eu admito. Estou oficialmente viciada em labneh. E olha que começou de maneira despretensiosa. Não era possível prever minimamente que viraria um caso de amor incorrigível.

Acho que tem a ver com o fato de a primeira receita que fiz ser muito complexa. Era preciso comprar o leite de saquinho e os lactobacilos para produzir, primeiro, meu próprio iogurte. Que depois viraria iogurte grego. E que só então viraria labneh. Coisa de uma semana de espera (ainda bem que não sou de roer unhas). Até ver o sonho se materializar.



Valeu muito, muito a pena. Principalmente, porque me abri (parem de pensar sacanagem) para esse queijo delicioso, que não fazia parte da minha vida.

Mas, hoje, vejo que o mundo do labneh é, primeiro, bem mais simples. Segundo, ele não tem limites.

Cada labneh é um. Ele pode ser tão ousado quanto seu paladar permitir. E todas as versões têm potencial. Mesmo.

Esta receita foi um achado (Pinterest, já disse que te amo?)! Guardei na minha to do list porque a achei linda. A (ótima) surpresa foi ver que ela é muito mais do que uma carinha bonita. Tem conteúdo! E como!

Aliás, muita garota poderia aprender algumas coisas com esta receita. Espero que gostem!




Labneh com pistache

Ingredientes
1 kg de iogurte natural integral (usei 6 potinhos de 170g)
Sal
50g de pistache tostado picado
Salsinha a gosto
Raspa de meio limão siciliano
Sumac
Azeite de oliva a gosto

Modo de preparo

Coloque o iogurte natural em uma vasilha e tempere com sal. Passe para um recipiente grande, com uma peneira fina em cima, para que o soro do iogurte pingue nessa vasilha maior e na peneira sobre um iogurte encorpado, quase na consistência de um cream cheese (há peneiras específicas para isso, mas você também pode usar aqueles filtros de papel para coar café). Deixei na geladeira durante 48 horas.

Depois disso, ele já virou labneh! Agora, é só caprichar na produção!

Toste os pistaches em uma frigideira (leva uns cinco minutos. Mas fique de olho para não queimar)! Depois, pique em pedaços menores (eu preferi bater no liquidificador, sem deixar, no entanto, que virasse farinha). Jogue por cima do labneh. Coloque então a salsinha picada a gosto, um tanto de sumac* (pó vermelho e ácido extraído das frutas da planta sumagre, um arbusto que cresce nas montanhas do Líbano), a raspa e o azeite a gosto.

E morra de prazer!

*O sumac é um dos ingredientes do zahtar, mais comum no Brasil. Pode usar qualquer um. Ou pode servir sem. Fica delicioso de qualquer jeito!

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