O amor e as expectativas

O ano começou com aquela agitação de sempre. Mil planos pela frente e uma vontade sem igual de realizá-los. São 365 dias. 365 dias para fazer tudo diferente. Ou mudar algumas coisas. Dar uma chacoalhada na rotina.

A meta de se alimentar melhor e fazer exercícios regularmente continua em pauta. Tem também aquela vontade de viver com menos. Ser mais espiritualizada. Não estressar com as pequenas coisas. Ter paz. E o que dizer das viagens (dos sonhos ou aquelas que aparecem e você se joga)?

Finalmente, vai sair aquele cursinho de fotografia. E na agenda tem ainda o curso de costura, de culinária, a pós, o cursinho avançado de inglês. Mas o item mais precioso da lista continua sendo aquele. É. Aquele.

Aquele que, entra ano, sai ano, permanece no top três. Aquele que provavelmente faz parte de dez em cada dez listas. Se apaixonar. Amar. Sentir as borboletas revirarem o estômago. Viver com a cabeça nas nuvens. Sorrir à toa.

Não importa se você está solteira, namorando ou casada com o amor da sua vida. Todas queremos amar (alguém novo ou aquela paixão de sempre). Queremos mais amor. Queremos transbordar de amor. E como ser diferente?

Amar é daquelas coisas que dão sentido à vida. Que ajudam a segurar a barra quando o resto do mundo parece desmoronar. Que fazem um dia cinza ganhar brilho. Por isso, ele é tão importante.

Mas tão importante quanto o sonho de amar é não deixar que a expectativa do amor se volte contra você. Não adianta idealizar o amor. Imaginar um cara perfeito. Um encontro de almas sem manchas. Aquela coisa que só é boa, sem os momentos de baixa.

O amor entre homens e mulheres, apesar de ser a coisa mais perfeita do mundo, é humano. Duas pessoas, suas idiossincrasias. A possibilidade de alcançar muitas coisas juntos é grande. Enorme. Desde que as expectativas não sejam irreais e terminem por nos sufocar.

Que o amor que você sonha encontrar seja especial. Mas, antes de mais nada, que ele seja possível.

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