Japa improvisado

Taí uma coisa que eu gostaria de saber fazer: comida japonesa. Ô trem gostoso!

O problema é que eu acho tudo muito complexo. Saber comprar o peixe exige muito conhecimento. Você praticamente precisa fazer um doutorado sobre o assunto. Cortá-lo então... Credo! Basicamente, é preciso nascer no Japão!

Aquela comida delicada não tem nada de simples. Quer dizer, olhando assim, de perto, antes dela mergulhar garganta abaixo e ser envolvida por um suco gástrico faminto, parece simples.

Aliás, tudo quanto é coisa japonesa é assim: delicada, fofa, aparentemente banal, com aquela cara de que qualquer criança daria contar de fazer. Mas não se engane. É tudo megacomplexo (pelo menos para mim, pobre mortal). E, confesso. Tudo que exige muita dedicação na cozinha, muito tempo de preparo ou muitas técnicas avançadas não tem meu apoio.

Não me entenda mal. Palmas para quem é capaz de fazê-lo e bem! Adoro ser cobaia dessas pessoas (ainda que não conheça ninguém próximo que conheça a arte da comida japonesa. Dammit!). Mas pedir que eu faça? Nemmmmmmmmm.

Quando o assunto é comida japonesa, atenho-me àquilo que faço bem: comer! Se pudesse (na verdade, se tivesse companhia), alimentaria-me de japa duas, três vezes por semana. A-do-ro! Peixinho cru, sushi... Adoro TUDO (só não continuo listando aquilo de que gosto porque, para ser sincera, eu mal sei o nome dos pratos. Eu sei. É ridículo. Ainda mais para alguém que gosta tanto de japonês e frequenta os lugares que servem esse tipo de comida com assiduidade. Mas, nesse assunto, sou uma dependente. Dependente de alguma amiga que domina os nomes ou dos adoráveis garçons treinados para ajudar os sem-termo).

E tenho meus favoritos. Em Brasília, para uma comida sempre boa, Nippon. Para uma comida japonesa diferente, Kojima (sendo bem sincera, nem sei se no Japão comem as coisas que servem no Kojima, mas dane-se. Eu finjo que é comida japonesa e nem preciso fingir que adoro)!

Mas tem uma coisa que dá para fazer em casa. Trata-se do shimeji. Quem diria que um fungo poderia ser tão bom? Melhor ainda, tão fácil de preparar? Pois é. E tem quem diga que ele possui níveis nutricionais elevados e baixo índice de calorias, duas coisas que os viciados por dieta veneram. O shimeji, segundo alguns estudos, também ajudaria no combate ao câncer e ao colesterol. Se você fazia cara feia para ele, acabei de transformá-lo em um shimeji addicted, né?! Com tanta coisa boa, você vai ter que começar a comer o tal do funguinho.

E pode deixar que vou ajudá-lo a tornar a experiência do shimeji muito mais linda. Com a ajuda de uma grande amiga. Minha querida, amada, idolatrada manteiga. Man-tei-ga. Até o som é lindo!

Há muitas receitas. Eu opto pela mais simples.

Pico cebola (branca ou roxa), refogo em uma frigideira com um pouco de manteiga e azeite (não o extravirgem, que só deve ser consumido frio para manter todas as propriedades benéficas) e adiciono o shimeji (retiro antes a parte mais dura do talo).


Assim que ele estiver mais molinho, coloco shoyu e pronto. Um prato que fica pronto em dois, três minutos.


*Não reparem o garfo. Estava tão faminta que pulei a parte chique do hashi.

Para quem não se importa em gastar mais tempo na cozinha, tem uma receita do chef Mario Tucillo que parece ótima! Se você se animar, depois conta aqui no blog o que achou!

Comentários

  1. Aaaaammmoo shimeji refogado na manteiga!! Hmmmmm!! Mas juro que não sabia que era tão simples assim!kkkkkkkk

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    1. Menina, é fácil desse tanto! É claro que você incrementar e colocar mais coisas! Mas eu adoro ele assim: simples e prático! Se você tentar fazer, depois me conta como foi a experiência!

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